quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Os 10 Melhores Filmes lançados comercialmente no Brasil em 2016



O ano terminou e o Cinéfilo Assombroso fez uma listinha com um top 10 dos melhores filmes lançados comercialmente no Brasil em 2016. Lembrando que eu ainda não consegui ver tudo o que eu queria, tô para ver Capitão Fantástico e A Criada e ainda falta muita coisa do Oscar que só vai chegar em janeiro/fevereiro.

1. A Chegada.

Ficção científica bem feita, com um roteiro muito bem adaptado, uma trilha sonora linda, uma fotografia incrível, com soluções visuais que apenas o Denis Villeneuve pensaria e com uma performance grandiosa de Amy Adams. Vale a pena assistir, assistir de novo, assistir novamente e se deliciar com essa história, com os pontos que se unem no terceiro ato e com as camadas dessa personagem incrível.


2. O Quarto de Jack.

Brie Larson e Jacob Tremblay nos mostram duas das melhores performances da década em um drama cheio de emoções, com um roteiro impecável e um arco dramático bem construído, O Quarto de Jack se torna um filme que emociona sem sentimentalismo barato.




terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Review: Como Eu Era Antes de Você

Como Eu Era Antes de Você (Me Before You - 2016)


Um romance que tenta a todo momento desviar dos clichês do gênero e esquece completamente de fazer o básico que um filme deve se propor a fazer: contar uma boa história. Essa é a definição perfeita do filme, que realmente se preocupa tanto em não cair na mesmice e esquece de fazer o básico, nem que fosse de uma maneira superficial.

Thea Sharrock é estreante na direção e consegue fazer um trabalho super legal com o jogo de câmeras, apoiada em uma fotografia ótima de Remi Adefarasin, que transpassa todos os cenários em cores quentes e harmoniosas. Thea filma muito bem, a cena da dança em cima da cadeira de rodas é cativante, mas o que lhe sobra em sensibilidade visual, lhe falta em direção de atores. Com um elenco pessimamente escalado, sem química alguma e com carisma zero, Thea não extrai nada de satisfatório dos seus atores e isso é péssimo.




quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

22 ótimas performances femininas que chegaram ao Oscar nessa década.



O Oscar sempre comete uma injustiça ou outra em suas premiações, sempre alguns filmes são superestimados e há muito lobby envolvido, mas de uma coisa não podemos reclamar, as performances femininas sempre estão soberbas. Como o próximo Oscar está pertinho de acontecer, selecionei 22 grandes performances que o Oscar acertou de indicar durante as temporadas de 2010 até 2015.

No começo eu até pensei em enumerar, igual já fiz aqui anteriormente, mas apenas vou citar mesmo, são 11 ótimas performances e 11 performances excelentes que chegaram ao Oscar e fizeram por merecer a indicação e se for o caso, a vitória.

Ótimas atuações:

Saoirse Ronan - Brooklin



quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Carta aberta para os votantes do Oscar: Parem de esnobar o Jake Gyllenhaal



Queridos votantes da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, aqui quem vos fala é um simples amante do cinema contemporâneo, um simples blogueiro que não é famoso e não pretende ser bem sucedido com o blog, que não tem conhecimento técnico sobre o assunto e que não tem tanto tempo assim para ver tudo o que gostaria, aqui quem vos fala é um simples cinéfilo, um simples garoto que tem um desejo e um apelo para fazer: Parem de esnobar as excelentes performances do Jake Gyllenhaal.

No ano de 2013 ele estava incrivelmente bem em Os Suspeitos, seu personagem era complexo e em um elenco estrelado, Jake conseguiu se sobressair, iria como ator coadjuvante e até foi citado em alguns prêmios da crítica, mas ficou de fora dos prêmios maiores e não recebeu indicação ao Oscar e pior que isso, em uma categoria que teve uma indicação completamente equivocada de Jonah Hill e uma indicação duvidosa de Bradley Cooper. Triste.

No ano de 2015 ele era um dos favoritos para ter uma indicação por sua excelente performance em O Abutre, venceu alguns prêmios da crítica, entrou no Globo de Ouro, no BAFTA e no SAG, mas mais uma vez vocês conseguiram a proeza de deixar ele de fora dos indicados, em um ano que tinha Steve Carrel com uma performance boa, mas inferior a de Jake e com Benedict Cumberbatch em uma performance totalmente esquecível.

Pois é caros votantes, vocês conseguiram esnobar o Jake dois anos que ele merecia estar entre os cinco indicados e esse ano tudo está caminhando para o mesmo caminho.

Jake está muito acima da média em Animais Noturnos, em uma sequência em especial com o Aaron Taylor-Johnson (que também merece uma indicação) ele destrói, ele mostra que é sim um dos melhores atores de sua geração, ele mostra sua força, sua carga dramática, ele é incrível. Então, por favor, indiquem ele por Animais Noturnos, ele merece, ele é bom, ele é foda, ele atua como poucos em Hollywood e merece mais reconhecimento da premiação cinematográfica mais importante do mundo.

Grato.


quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Review: A Chegada



A Chegada (Arrival - 2016)

A Chegada é um filme que transborda perfeição, ele não tenta reinventar o gênero e nem transgredir o cinema como um todo, mas cumpre seu papel de maneira excelente em todos os aspectos.

Após a chegada de naves alienígenas ao redor de todo o mundo, a doutora Louise Banksuma (Amy Adams), uma lingüista especialista, é recrutada pelos militares, que são comandados pelo Coronel Weber (Forest Whitaker),  para determinar se os extraterrestres vêm em paz ou são uma ameaça. Todavia, a conversa pode não ser muito pacífica, quando todas as nações resolverem participar desse diálogo.



Existe uma característica muito forte em Denis Villeneuve (Sicario, Os Suspeitos), característica essa que tornou Denis um dos cineastas mais badalados dos últimos anos, essa característica é a sensibilidade visual. As narrativas dos seus filmes são boas, mas a sensibilidade visual é que torna esse clímax que ele consegue estabelecer em todos os filmes tão impecável. Em A Chegada não foi diferente.




quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Review: A Garota no Trem



A Garota no Trem (The Girl on the Train - 2016)

Clímax, palavra chave para qualquer suspense. Se em Garota Exemplar sobrava clímax, aqui em "A Garota no Trem" ele falta e falta bastante.

Rachel (Emily Blunt) é uma mulher alcoólatra, que foi despedida do seu último emprego, foi abandonada pelo marido e está infeliz. Ela viaja todos os dias de trem e observa Megan (Haley Bennett), uma mulher linda, casada e que aparentemente leva uma vida perfeita, além de ser vizinha da casa que um dia foi de Rachel e do marido, que hoje vive casado com a ex-amante Anna (Recebba Ferguson). Megan é dada como desaparecida e Rachel aparentemente estava no local do crime, bêbada, sendo um enigma como testemunha ou suspeita. O filme começa a se desenrolar daí.



Tate Taylor é um diretor que consegue fazer um trabalho satisfatório com um roteiro bom em mãos. Em "Histórias Cruzadas" foi assim, ele tinha um roteiro bom em mãos, dirigiu muito bem os atores e o filme em si. Já em "Get On Up: A História de James Brown" ele realiza um trabalho bem mediano, com um clímax totalmente artificial. Em "A Garota no Trem", ele realiza um bom trabalho na direção dos atores, mas seus closes piegas, as câmeras lentas em excesso, a falta de clímax e os dois primeiros atos massantes, deixam muito a desejar.

O ritmo é um problema do filme, os dois primeiros atos são extremamente arrastados, por mais que as introdução as três mulheres tenha ficado boa, o filme demora a engrenar, falta criar vínculo com os personagens, falta profundidade na vida dos protagonistas e no suspense do desaparecimento, por mais que o elenco esteja ótimo, o roteiro não engrena, fica sempre no quase. Mesmo com tudo isso, o terceiro ato é muito bom, é onde o suspense começa a pegar o público e a história começa a ficar interessante, mas infelizmente não apaga mais da metade do filme que se arrasta em cena.




segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Review: Animais Noturnos



Animais Noturnos (Nocturnal Animals - 2016)

Um suspense dramático onde suas emoções e seus sentimentos são testados várias vezes, um thriller psicológico com atuações excelentes, um diretor que (desculpe o trocadilho) tem estilo para dar e vender e transpõe isso em tela. Qualquer uma dessas definições pode se encaixar em 'Animais Noturnos', que foge dos clichês e que mantém a tensão do início ao fim.

Susan é uma negociadora de arte de meia idade, que está bastante infeliz no seu casamento atual, mas a sua vida começa a mudar quando ela recebe um manuscrito do próximo livro do seu ex-marido intitulado 'Animais Noturnos', os sentimentos antigos começam vir a tona e o suspense do livro faz com que Susan repense nas decisões que tomou no passado.



Tom Ford é um nome muito aclamado no mundo da moda e começa a trilhar seu caminho no cinema com louvor. Seu primeiro filme foi 'Direto de Amar', foi muito bem recebido pela crítica e rendeu uma indicação ao Oscar para Colin Firth. Em 'Animais Noturnos', Ford deve conseguir indicações para o elenco e indicações técnicas, porque o filme é bem adaptado, é visualmente incrível, é bem atuado, bem dirigido e com certeza é um dos melhores filmes do ano.



O roteiro é muito bem escrito, a narrativa foi muito bem desenvolvida, principalmente no segundo e no terceiro ato. Passado, presente e a história de ficção do livro vão se cruzando ao longo do filme e Ford consegue deixar tudo isso em um ritmo excelente, além de deixar brecha para várias interpretações diferentes. Confesso que após ver um suspense meia boca como 'A Garota no Trem', ver um thriller psicológico que realmente tem algo a dizer, que incomoda, que intriga, que faz pensar, é algo muito gratificante.

O visual do filme é extremamente impecável, mesmo que isso seja algo que a gente espera de um estilista, Ford capricha em cada detalhe, desde os ambientes modernos da vida de Susan, até o ambiente da natureza, seco, rústico que a história de ficção narra, tudo é impecável.