2020 já acabou há algumas semanas, mas eu não poderia deixar de citar os melhores filmes que foram lançados no Brasil em meio a essa ano caótico e complicado para o cinema mundial. Alguns filmes são da temporada passada de premiações, mas só foram lançados no Brasil no começo do ano, outros foram lançados diretamente em streaming ou simplesmente vazaram e não tem previsão de estreia no país. Confiram os 20 melhores filmes de 2020 abaixo:
Daqui a pouco a premiação mais tradicional e importante do cinema mundial vai revelar os vencedores das 24 categorias. O Oscar de Melhor Filme é sempre muito concorrido e esse ano, a disputa está entre 1917 e Parasita. Hoje eu vou fazer um ranking com os 9 filmes indicados na categoria, que está bem acima da média e repleta de bons filmes.
9 - Era uma Vez em... Hollywood
Quentin Tarantino é um diretor cheio de personalidade e que sempre entrega filmes ótimos, mas Era uma Vez em... Hollywood é o pior filme do do seu currículo. Mesmo com o elenco estrelado, a direção de arte impecável e um terceiro ato incrível, "boring" é a palavra que melhor define o filme, que têm uma história desinteressante, com ritmo massante e que sub-aproveita uma atriz do nível da Margot Robbie. Leonardo DiCaprio está excelente e mereceu a indicação a Melhor Ator, mas o Brad Pitt vai vencer o Oscar de Ator Coadjuvante com a façanha de ser o mais fraco da categoria e em um ano que ele entregou um trabalho de atuação perfeita em Ad Astra. Uma pena, Tarantino não costuma decepcionar, mas dessa vez, ele errou bastante a mão.
A década acabou faz quase um mês, mas deixou um legado extenso de ótimos filmes de terror/suspense, já que a década anterior (00) não teve o mesmo resultado. Hoje vou ranquear 15 filmes de terror/suspense que marcaram os anos 10, por serem inovadores, bem feitos, ou ambos. Vai um destaque positivo para as protagonistas femininas, que em sua maioria, deixaram o esteriótipo de frágeis no século passado.
O vencedor da Palma de Ouro em Cannes ano passado já acumula em sua prateleira mais de 150 prêmios ao redor do mundo e invejáveis 6 indicações ao Oscar. Parasita é um fenômeno mundial, de crítica e de bilheteria, que flerta com vários gêneros e faz críticas sociais necessárias, mas será que ele é tudo isso mesmo?
Embora seja difícil, não darei spoilers, pois há várias reviravoltas e surpresas interessantes ao longo do filme. A história acompanha duas famílias sul-coreanas de classes sociais completamente diferentes. Uma mora no subúrbio, trabalha dobrando caixas de pizza e mal consegue se alimentar. A outra família, mora em uma mansão e leva uma vida com conforto e muito dinheiro. Os dois mundos se chocam através de uma mentirinha e a história se desenrola à partir daí.
Parasita têm tantas qualidades, que é até difícil escolher uma como a principal, mas o roteiro do filme é muito bem escrito e bem estruturado, que é algo raro de se ver em outro filme nos últimos anos. Todos os personagens são bem construídos e há um realismo grande neles, não há mocinhos e vilões aqui, todos tomam atitudes boas e ruins.
O ano de 2019 chegou ao fim há algumas semanas, mas muitos filmes bons foram lançados no Brasil em 2019 e como de costume, a lista anual não poderia ser esquecida no churrasco. Confira os 16 Melhores Filmes Lançados no Brasil em 2019.
A década acabou e nesse mês, vamos fazer alguns especiais com filmes e performances que marcaram esses últimos 10 anos. Confira abaixo os 10 melhores filmes de herói/heroína da década.
10. Guardiões da Galáxia
Aparecendo como a segunda equipe oficial do Universo Cinematográfico da Marvel, Guardiões da Galáxia traz personagens interessantes, um elenco que transborda química, um roteiro cômico ótimo e uma trilha sonora maravilhosa. Uma pena ter uma sequência tão ruim.
O gênero de comédia-romântica geralmente é ame ou odeie, existe uma legião enorme de fãs que amam e acompanham os filmes, ainda que recheado de previsibilidades, mas algumas pessoas torcem o nariz e detestam. Megarrromântico consegue atingir os dois públicos, por satirizar as comédias-românticas, sem nunca deixar de ser uma.
Natalie (Rebel Wilson) é uma arquiteta que não é reconhecida no trabalho e que não se dá bem no amor. Com uma personalidade engraçada e pessimista, sua vida vira um filme de comédia-romântica clichê depois que ela bate a cabeça no meio de um assalto.
O filme acaba sendo uma sátira do próprio gênero, que têm inúmeros clichês inseridos na vida de Natalie, como números musicais, o namorado padrão e a falta de palavrões. O roteiro, escrito genuinamente por três mulheres, acerta em desconstruir todos os padrões que são impostos nos clássicos de comédia romântica, sem tirar a mensagem positiva, o clímax romântico e um casal apaixonado. O padrão de beleza é questionado, a positividade exacerbada também e a Nova York glamurosa que estamos acostumados a ver, é mostrada como uma cidade grande suja e fedorenta.
Existe um grande fantasma na Indústria Cinematográfica que é a pouca atenção que o Oscar dá para filmes que não são falados em língua inglesa e até filmes que não são estadunidenses, mas ao que tudo indica, Parasita caminha para vencer categorias importantes no próximo Oscar, inclusive a de Melhor Filme.
A Netflix é um serviço de streaming mundial, que cresce a cada ano, produzindo conteúdos exclusivos e lançando semanalmente em sua plataforma. No Brasil, o serviço já possui mais assinantes que a NET e o número de produções nacionais vem aumentando a cada ano.
Em 2019, muito conteúdo genuinamente brasileiro foi adicionado no catálogo da Netflix como produções próprias, sendo os principais:
Depois de uns meses afastado do Blog pela correria do dia-a-dia, vamos voltar a programação normal falando de algo que eu amo, Oscar. Após o Festival de Sundance e o Festival de Cannes, já temos especulações sobre atrizes e atores que podem chegar a principal premiação do cinema mundial como favoritos. Hoje vamos listar 22 candidatos a ocupar uma das 20 vagas de atuação no Oscar 2020.
22 - Anne Hathaway (2 indicações/ 1 vitória) - The Last Thing He Wanted
7 anos após sua vitória como Atriz Coadjuvante por Os Miseráveis, Anne Hathaway pode voltar a temporada de premiações pelo filme The Last Thing He Wanted, onde viverá uma jornalista que abandona a campanha presidencial para ir a uma ilha ajudar o pai em um acordo de negócios perigoso. Dirigido por Dee Rees (responsável por levar Mary J. Blige a primeira indicação ao Oscar de atuação por um filme da Neflix), o filme tem previsão de lançamento para o fim desse ano na Netflix.
Essa semana chega aos cinemas nacionais um dos filmes mais esperados do século, Vingadores: Ultimato. Após mais de 20 filmes do Universo Cinematográfico da Marvel, o tão esperado fim da saga contra o Thanos está chegando e aproveitando para entrar no clima do evento cinematográfico do ano, fiz um top 5 com os melhores filmes da Marvel. Confira o ranking abaixo:
Tem muita gente que revira os olhos quando escuta o termo "filme teen", mas a verdade é que esse sub-gênero têm inúmeros filmes bons (A Culpa é das Estrelas, Antes Que Eu Vá, As Vantagens de Ser Invisível) e A Cinco Passos de Você é um deles.
Vivendo boa parte da vida em um hospital dois pacientes com fibrose cística se aproximam e se apaixonam, tendo que ficar a seis passos de distância, para evitar contaminação.
O filme pode até começar mal, mas graças a uma evolução do roteiro e a um excelente trabalho de Haley Lu Richardson, o filme cresce e tem um terceiro ato ótimo.
A Marvel está estabelecida com seu Universo Cinematográfico há mais de uma década e até então, nunca tinha feito um filme solo de uma heroína. Muita expectativa se criou em torno de Capitã Marvel, pela importância de um filme desse porte protagonizado por uma mulher e pela heroína em questão, ser a mais poderosa do Universo da Marvel. Infelizmente, essa expectativa não foi preenchida pela falta de ousadia e pelo roteiro mediano do filme.
Ambientado nos anos 90, o longa conta a história de Carol Danvers, uma guerreira que no espaço, luta contra os Skrulls, uma raça alienígena que tem a habilidade de se transformar em quem quiserem. Sem memória, ela cai acidentalmente na Terra e começa a descobrir coisas do seu passado e a se descobrir como uma verdadeira heroína.
A direção de Anna Boden e Ryan Fleck é pouco inspiradora, mas nunca chega a comprometer a qualidade do longa. As sequências de ação, talvez, sejam a parte mais frágil da direção deles. Se os Irmãos Russo elevaram o nível dessas cenas nos filmes da Marvel com coreografias excelentes e sem aqueles cortes secos, em Capitã Marvel foi tudo por água abaixo, já que em algumas cenas é tudo feito por CGI, em outras, têm cortes toda hora na hora da luta, enfim, a direção dá uns deslizes.
O Oscar 2019 revelou seus vencedores essa semana e com ele, 2 atores e 2 atrizes venceram as categorias de atuação. Hoje comentarei as cinco piores vitórias dessas categorias nessa década. Os concorrentes diretos indicados também contarão para o ranking, têm performances que não são excelentes, mas venceram em anos fracos, como Jennifer Lawrence em O Lado Bom da Vida e o Mahershala Ali por Green Book, que não eram os melhores entre os indicados, mas também não eram nem de longe, os piores.
5 - Anne Hathaway - Os Miseráveis (Melhor Atriz Coadjuvante - 2013)
Dizer que Anne Hathaway é uma atriz fraca, é uma mentira descabida, ela têm ótimas performances e não está ruim em Os Miseráveis, mas o filme é péssimo e ela ganhou apenas por cantar a música da Susan Boyle chorando. Além de fazer uma campanha pesadíssima e depois ter reclamado de ganhar o Oscar, Anne concorria com duas atrizes que estavam muito melhores. Amy Adams por O Mestre, que poderia facilmente ter vencido e Sally Field por Lincoln, que também está maravilhosa. Por Anne não estar mal e ser um ano não tão forte, ela assume a quinta posição do Top 5.
O Oscar está chegando e não há nada melhor do que ficar falando da premiação de cinema mais famosa do mundo. Após ter visto todos os filmes indicados a Melhor Filme, fiz um ranking do pior para o melhor e comentarei um pouco sobre cada filme. É uma seleção relativamente fraca, comparada aos últimos anos, mas a temporada de premiações também foi fraca, então não tem como culpar o Oscar. A maioria dos filmes são bons.
A Netflix tem investido pesado em conteúdos próprios e vira e mexe, faz com que suas séries originais se tornem fenômenos instantâneos. Assim como Stranger Things, 13 Reasons Why e Atypical, Sex Education foi maratonada e amada por muitos adolescentes, por tratar de temas corriqueiros do jovens com inteligência e bom humor.
Otis Milburn (Asa Butterfield) é um adolescente virgem que enfrenta problemas com a masturbação. Sua mãe (Jean) é uma terapeuta sexual bem sucedida e tenta ajudar o filho a lidar com seus problemas. Tudo muda quando Maeve (Emma Mackey) tem a ideia de Otis dar conselhos sexuais para seus colegas da escola, já que ele tem muita experiência teórica no assunto.
A série tem oito episódios de aproximadamente 50 minutos para cada episódio e por incrível que pareça, é curta. Como são inúmeros assuntos tratados e muitos personagens são interessantes, talvez 12 episódios de 45 minutos fosse o ideal
Com 10 indicações ao Oscar, A Favorita é um filme sem defeitos, com atuações excelentes e uma das melhores direções de arte da década.
No começo do século XVIII, a Rainha Anne (Olivia Colman) governa a Grã Betanha sem pulso firme, com sua confidente Sarah Churchill (Rachel Weisz) ditando cada passo a ser tomado. Isso muda quando Abigail Masham (Emma Stone) chega ao palácio e se aproxima da rainha.
Basicamente, a história gira em torno do jogo de manipulação, da disputa da Sarah com a Abigail para ver quem fica mais próxima da Rainha. Todo o restante serve de pano de fundo para isso, inclusive as fragilidades do Governo de Anne, a Guerra com a França e todas as questões do Reino são coadjuvantes no longa.
O Screen Actors Guild Awards é a premiação do sindicato dos atores, ou seja, são só categorias de atuação e apenas quem faz parte do sindicato pode votar, ator vota em ator.
Um roteiro mediano nas mãos de um ator ou uma atriz experiente e competente pode elevar o nível de um filme que poderia ser mais do mesmo. Esse é o caso de A Esposa, filme que pode dar o primeiro Oscar (depois de 6 derrotas) para Glenn Close.
Joseph Castleman (Jonathan Pryce) é um romancista premiado e famoso, que vence o Nobel da Literatura. Na viagem para entrega do prêmio, sua esposa Joan Castleman (Glenn Close), que a vida toda apoiou e se sacrificou pelo marido, começa a se questionar se valeu a pena abrir mão de sua vida profissional quando era jovem.
O roteiro de Jane Anderson não é o mais inovador, ao longo do filme, principalmente nos primeiros 50 minutos, tudo o que vemos é um combinado de clichês que leva A Esposa para um plot não tão surpreendente assim, mas Jane soube construir e desenvolver bem os dois protagonistas, ainda que os personagens coadjuvantes não sejam tão explorados.